domingo, março 08, 2009

Convento de Santa Cruz dos Capuchos


Um dos habitantes do Convento de Santa Cruz ou dos Capuchos, foi Frei Honório, homem de muita fé e de grandes virtudes. Muito estimado e respeitado dos habitantes daquelas redondezas, ali viveu durante 30 anos, sofrendo dolorosa e resignada penitência. Seu corpo jaz na Igreja daquele curioso convento. Diz-se que certa vez, Frei Honório encontrou pelos campos uma linda rapariga, "para quem não olhou", mas que o forçou a fazer algo. Exigia-lhe que a confessasse. O virtuoso monge, naquele ermo não tinha confessionário, e sem querer fixar a pequena, mandou-a para o convento em procura de outro confessor. A bela de moçoila não se conformou com a resposta e insistiu ao mesmo tempo com o bom religioso.

Rubro como um tomate, a suar em bico – isto passou-se em Agosto- apressou o passo, sempre seguido daquela que lhe pedia a absolvição ou penitência, até que, voltando-se e tapando o rosto com uma das mãos para fugir à formosura que o diabo encarnara para o tentar e perder, com a outra fez o sinal da cruz, a que a endiabrada e tentadora, respondeu com um grito, fugindo para não mais ser vista.

Então, Frei Honório, por castigo por ter caído em tentação, isolou-se a pão e água numa gruta existente no Convento. E lá ficou até ao fim da sua vida.

11 comentários:

  1. Eu sou de Sintra e contaram-me uma lenda já há muitos anos sobre D.Fernando ter escondido o santo graal em Sintra...sabe de alguma coisa?...sempre quis saber a lenda na totalidade pois só me contaram estes dois pormenores.

    Ana - Sintra

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    1. Eu também sou de Sintra! Sei de uma lenda em que o D. Fernando escondeu um copo comprado no chinês que na altura vendia seda e especierias vindas directamente da China.

      A Lenda diz: Aquele que este copo feio encontrar, nunca mais vai calar.

      (ps: Se era do chinês já era!)

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  2. Bons dias,

    nunca ouvi isso, tem alguma fonte, ou é apenas algo que se diz por aí ?

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  3. Cara Ana,


    em breve irá ser colocado um post sobre D. Fernando II, Sintra, e o Graal.

    Se assim desejar, esteja atenta.


    Roskalnikov

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  4. Caros escribas!
    Sou de Sintra...
    Amo Sintra...
    Encontrei por acaso o vosso blogue na busca de uma foto da cruz alta,por la ter estado ontem mas, como estava muita nevoa nao tirei fotos,,,
    Vou fazer a caminhada pelo vosso blogue.
    Pelo caminho que ja percorri estou encantada
    obrigada por estes textos
    Até breve...
    Lídia

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  5. Caríssima Lídia,

    ainda bem que gostou, e esperemos que o sentimento se mantenha ou cresça à medida que mais textos formos publicando.

    Entretanto e se quiser, poderá convidar amigos e conhecidos para aderirem ao Lendas e Mitos de Sintra.

    Sinta-se sempre à vontade para comentar os nossos posts, tal como este convite é feito a qualquer um que isto leia.

    Os Escribas

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  6. Olá
    Eu sou conhecedor de uma história ou lenda com duas versões que gostava de partilhar com vocês, ao chegar-mos ao cruzamento dos capuchos, e se seguir-mos pela estrada oposta à estrada de terra, ao fim de cerca de 800 metros podemos avistar uma casa, que conheço pelo nome de ''casa do taxista''. Diz-se que um dia de noite um taxista ao chegar ao fim do seu turno, seguiu pela estrada dos capuchos pois era um caminho mais fácil do sitio onde estava até cascais (sua casa), ao passar por aquela casa viu alguém a pedir boleia com um ar assustado parou e foi tentar auxiliar ao sair do carro correu em direcção da pessoa e apareceram três homens que o alvejaram com 3 tiros, há quem diga que ainda se pode avistar sangue e marcas de balas na parede e dizem que o corpo nunca foi encontrado e que continua misteriosamente escondido na casa. A segunda versão diz que o homem não parou a auxiliar a pessoa e fechou as portas e os vidros à chave e que ao olha pelo retrovisor viu a pessoa atrás dele, segundo a segunda versão ele não morreu e encontra-se no manicómio.

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  7. Pesso desculpa pela falta de pontuação, nomeadamente de virgulas. Qualquer duvida comentem eu respondo.

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  8. Boas.... Sou de Sintra, mas actualmente não vivo nessa belissima terra... O meu namorado não é português, então não conhece quase nada de Sintra, mas eu já o levei a comer uns travesseiros e dei-lhe a conhecer a Quinta da Regaleira (que ele adorou)... Estavamos a pensar ir acampar na serra durante uma noite.
    Já acampei lá muitas vezes quando andava nos Escuteiros , uma vez estavamos na Peninha, e de repente durante a noite apareceram uns Senhor todos vestidos com uns mantos pretos , da cabeça aos pés, em fila , a andar muito devagar... Passaram por nós e disseram : Boa noite...!
    Ficamos com um pouco de medo e curiosidade ao mesmo tempo. Durante a noite ouvimos barulhos bastante estranhos.
    Mas a Serra de Sintra é mesmo assim, muito misteriosa.
    Gostaria que me avisassem de uns sitios bons na Serra para poder acampar: Obrigada

    GLUGLEIGUL

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  9. Bom dia a todos,

    Quero dizer aos senhores que sou brasileira e conheci Portugal, e consequentemente Sintra, a dois anos quando viajei com meu esposo. Apaixonei-me imediatamente pelo local. Acho que foi amor a primeira vista mesmo, porque não consigo mais ficar longe. Agora quero retornar todos os anos.

    Este ano (2011) voltei novamente a Portugal e levei minha mãe e um dos meus tios para conhecer Sintra e tudo o que ela oferece de mais belo. A opinião foi unânime:
    “Este lugar é único no mundo. Tem uma aura diferenciada.”

    Confesso que já estou com muitas saudades dai (e visitando o seu blog a saudade aumentou drasticamente, rsrsrs)... Sintam-se abençoados por terem um lugar tão mágico e tão próximo aos senhores.

    Para finalizar, afirmo que tornei-me uma fã do site e que o mesmo já se encontra entre os meus favoritos.

    Um abraço do Brasil...

    Janaína Fonseca

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  10. carissimo anonimo tamben sou de sintra precisamente de colares ,tamben sou conhecedora dessa lenda do taxista e conhexo a casa en questao mas confesso que so conheco a primeira versao por isso se queria saber se mais alguen sabia dessa lenda sin eu sei como mjitas outras que os meus pais me forao contando ao longo dos anos ,

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Caríssimos,

sintam-se à vontade para expressarem aqui o que agora estão a pensar.